sexta-feira, 25 de julho de 2014

1º Encontro de Profissionais de Web Rádios Brasileiras

1º Encontro de Profissionais de Web Rádios Brasileiras – EPWBR e contará com palestras, cursos de capacitação e discussões gerais sobre a profissionalização do setor.
O evento tem o objetivo de analisar, entender, debater e profissionalizar o setor de forma a inseri-lo cada vez mais ao mercado como veículo de massa e potencializar sua gestão comercial. As palestras abordarão temas que visam auxiliar os dirigentes de web rádios a apresentarem suas emissoras ao mercado de forma ainda mais profissional e como veículo de massa.
Cleber Almeida, organizador do evento, disse que as rádios na internet possuem um futuro muito promissor com o advento de novas tecnologias e o constante crescimento da internet, em especial mobile. “O mercado publicitário ainda vê a rádio online como algo amador, sem mensuração precisa, ou como um lugar onde as pessoas brincam de rádio montando suas playlists e compartilhando com os amigos, mas não é bem assim”,
O 1º Encontro de Profissionais de Web Rádios Brasileiras - EPWBR acontecerá em São Paulo, na Rua Bela Cintra, 178 – Consolação nos dias 25 e 26 de julho.

Estaremos lá !!!



quinta-feira, 24 de julho de 2014

Entrevista sobre Web Radios para o Blog Jukebox


Participamos de uma entrevista sobre Web Radios para o blog do Jornalista Dum De Lucca - JUKEBOX  http://www.dumjukebox.com.br/?p=2255

Jornalista há 31 anos, com passagens pelas TVs Cultura, SBT, Manchete; rádios BR 2000, Band AM, USP FM (programa Radiografia); Editora Globo, Centro Cultural São Paulo, Site Terra, Jornal da Tarde, Guitar Player, Top Rock, freela em várias revistas, produtoras e assessorias. Hoje escreve para as Revistas Melhor e Negócios da Comunicação e administra blogs, twitters e facebooks de empresas, além claro do Jukebox 






Uma das maiores contribuições do desenvolvimento tecnológico para a comunicação foi o surgimento da web rádio. Tanto no Brasil como no mundo a proliferação da ferramenta só cresce. Calcular quantas existem é praticamente impossível, e claro isso está diretamente ligado ao quanto é democrático e relativamente simples colocar uma na rede. Eu mesmo já participei de alguns programas em rádios de conhecidos, e posso dizer que é muito bom. Aliás, com a experiência de quem já atuou em todas as mídias como jornalista e radialista, sem medo de ser feliz digo que a melhor delas é o rádio. Isso porque, ele atua diretamente no imaginário, no tocante aos elementos racionais, emocionais e sensoriais da pessoa.
Trabalhei em três rádios em São Paulo. A Brasil 2000 FM, antes mesmo de entrar no ar; na USP FM onde produzi e apresentei o programa Radiografia por quatro anos e na Band AM, quando produzi um sobre mídia e mercado. Sempre disse aos meus alunos:  “O rádio é o mais fascinante e gostoso jeito de se trabalhar com comunicação, pois incide no inconsciente e atua na criatividade mais do que nenhum outro”. O papel do rádio, pode ser pensado a partir de diversas relações que envolvem o meio, a produção e o receptor. Para o ouvinte, é como se um amigo abstrato tocasse em seu ombro e oferecesse um conforto que a própria sociedade lhe nega.
Na web elas existem para todos os gostos, e vão desde as religiosas até as punks, passando por música eletrônica, classic rock, flash back e hip hop. Dessa forma, pensando em como o rádio pode ser mágico e revelador, convidei três profissionais que mantem programas de rock na web, sendo que um deles também veicula pelo dial normal, para falarem do privilegio, das dificuldades e da gana em produzir em um universo tão abrangente que abraça o mundo.
O chapa Roberto Maia, ex-diretor da Brasil 2000 FM, que hoje tem um programa na 89 FM-, com sua Jukebox (curiosamente xará do blog); o agitador cultural Renato Menez, idealizador e diretor da Stay Rock Brazil, uma incrível plataforma que prima pela diversidade dentro do rock e tem colaboradores Brasil afora e eclético Cristiano Viteck, que com seu tradicional Garagem inunda o sul do país com o melhor do rock e pop. Ai vocês, leitores, vão perguntar por que só três rádios no post. Simples. O tema é vasto e preferi restringir em número para aprofundar na pauta. Isso não é um texto com pretensões de auferir dados, estatísticas, ou coisa parecida. Apenas são as impressões, ideias e sentimentos de quem faz e entrega o produto aos ouvintes, e nem sempre tem o feedback. Reproduzo as entrevistas separadamente e em sua totalidade, sem cortes.

STAY ROCK BRAZIL
Um breve perfil da rádio. Conceito, grade, ouvintes.
A Rádio Web Stay Rock Brazil foi fundada em 2008 com a intenção de apresentar o segmento do rock n roll em todas suas vertentes, dando ênfase no nosso rock nacional, tendo o maior objetivo de todos que é a divulgação do trabalho do artista. Com uma programação diferenciada com pessoas que gostam de fazer radio, colocando um segmento de programa para cada vertente do rock (Classic Rock, Progressive, Blues, Metal, etc) com os programas que são semanais e quinzenais que passam todas as noites de segundas as sextas – feiras. A grade fica 24 horas no ar e possui uma grade com clássicos, lançamentos e muito rock underground nacional. Com este conceito com o foco no ROCK de qualidade levará assim boa música a todos seus ouvintes e frequentadores.
Como é fazer rádio web, quais são as facilidades, dificuldades e principais diferenças para a tradicional. Desde a programação até a tecnologia.
A ideia de ter uma rádio on line, foi de ser rádio como é feito em FM. A facilidade que encontramos em uma rádio web, é que podemos ter colaboradores de toda a parte do Brasil e do mundo, pois se usa a internet com uma tecnologia (no meu caso importado do EUA) que é um software que executa a transmissão e que faz a programação de músicas. A interatividade com o site no qual se escuta, é outro diferencial, tanto em AM quanto em FM, usam a interação como forma de chamar a atenção dos ouvintes para participar da sua programação. Na rádio web você abre possibilidade muitos maiores, porque você já está conectado e pode participar através de seu site com e-mails, salas de bate-papo virtuais (chats), recados, enquetes, além de fornecer dados da programação com fotos de colaboradores e equipe podendo inclusive manter lojas virtuais, enfim, usando a tecnologia e interface a seu favor. Porém, o grande problema ainda no Brasil é a nossa conexão, o serviço de internet oferecido no país é lento e caro. Um dos problemas da internet brasileira identificados pelo Idec é a falta de informação sobre o serviço contratado. E a principal vilã é a variação na velocidade: como nenhum provedor garante 100% da velocidade contratada, alguns ouvintes podem não conseguir acessar e escutar uma rádio on line. Na própria transmissão também podem acontecer algumas quedas de “buffer” que são mecanismos muito utilizados em especial nas aplicações de streaming.  Tudo isso tem custo, necessita de investimentos e nesta questão também pode ter uma variação, quanto mais profissionalizar, mais se gasta, pois tem que manter uma estrutura necessária para o crescimento da rádio. No nosso caso mantenho um pequeno estúdio com um alicerce de equipamentos e tenho pretensões de profissionalizar cada vez mais. Mas não se compara aos custos de uma rádio FM que além de não ser nada fácil conseguir a concessão é caríssimo !!

Como se dá o opinião e relacionamento com os ouvintes e aferição de audiência?
O futuro do rádio é o streaming, pois pode ser acessada por um ouvinte em qualquer parte do mundo, sendo assim, a maior parte deste relacionamento, além do site interativo, são as mídias sociais que são eficientes ferramentas de divulgação, Com o aumento considerado de internautas no Brasil e consequentemente as redes sociais, a maioria das emissoras de rádio estão se adequando a nova linguagem e por isso que o ouvinte que escutava radio convencional está migrando cada vez mais para a internet. Essa foi à principal conclusão de um estudo feito pela consultoria Mediaedge, que revelou um crescimento de 104% da audiência de rádios na web entre os anos de 2002 e 2010. A Rádio Stay Rock Brazil utiliza muito esta ferramenta, sendo o principal meio de comunicação imediata com seus ouvintes com quem compartilham conosco. Geralmente onde os sites ficam hospedados, lhe oferecem uma ferramenta de análise de tráfego e consumo de conteúdo transmitido ao vivo por onde o serviço permite mostrar quantos ouvintes estão on line e dados como frequência média, tempo total, etc.

O público de rádio web é diferente em que, se é que é?
Não observo muita diferença entre o público da radio convencional e da internet. Acredito que as rádios on line trazem mais possibilidades, pois mesmo no trabalho, em casa ou em qualquer lugar de acesso, a interação existe. As pesquisas mostram que as audiências das rádios Fms estão caindo e muitas, quase todas, já utilizam a transmissão on line, onde conseguem em alguns picos , mais audiência do que no Dial. Tem a questão da fidelidade e identificação, é o que acontece muito conosco, ouvintes fieis que curtem a programação da grade, dos colaboradores, é muito satisfatório receber dezenas de e-mails de todos os cantos do País e inclusive de países como a Inglaterra, França, Argentina, Chile e até da Rússia, nos encaminhando material, solicitando algum prêmio. Esta, aliás é a maior satisfação que podemos ter quando se faz um projeto totalmente independente.

O Brasil não é um país de rock, outros gêneros estão entre os mais ouvidos e movimentam mais dinheiro. O quanto isso pesa na parte comercial da rádio rock web?
A ideia de se fazer uma rádio rock, vem da paixão mesmo pelo estilo musical. Aqui em São Paulo, para se ter uma ideia, quando fundei a radio há cinco anos, só existia uma rádio de rock na FM , que me cansava a por ter músicas tão obvias e repetitivas. Foi pesquisando e consultando amigos que tive a iniciativa de criar a radio on line. O Rock por ser um estilo muito segmentado, realmente não consegue competir com as rádios populares, nem se compara a questão da audiência, mas o público de rock se identifica e logicamente a se abrem possibilidades de abertura comercial. Os anunciantes já sabem que a internet potencializa os anúncios. Ter um novo canal disponível para oferecer pode fazer a diferença.

Nessa fique à vontade para escrever o que quiser.
Primeiramente, agradecendo ao espaço cedido do mestre Dum de Lucca, e não posso deixar de agradecer todos os Colaboradores e DJs da radio, que se disponibilizam para fazer da Radio Web Stay Rock Brazil uma radio séria, competente e que traz o rock como entretenimento as pessoas que amam o estilo. Rock é atitude, Rock é interação !!Um grande abraço!!

Renato Menez – Diretor
Conheçam a nossa equipe:

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Entrevista Com Luiz Domingues para o Blog Disciplina Frustrada

Entrevista com o músico Luiz Domingues

Luiz Domingues
 Tenho o prazer de ter convidado o músico Luiz Domingues para um bate-papo sobre sua carreira, iniciada em 1976.

Luiz é um dos grandes baixistas na história do rock brasileiro tendo feito parte de lendárias bandas como Patrulha do Espaço e A Chave do Sol.

Atualmente ele tem vários trabalhos em atividade. Entre eles com as bandas Pedra, Kim Kehl e Os Kurandeiros e Ciro Pessoa e Nú Descendo a Escada.

Você vai poder conferir tudo a partir de agora.



Luiz, é um prazer realizar essa entrevista contigo. Sem qualquer dúvida você é uma referência na história do rock brasileiro e te deixo a vontade para responder algumas perguntas nesse bate papo.

Resposta - Antes de mais nada, devo dizer que o prazer é todo meu, e lhe agradeço pela oportunidade de conversarmos, relembrando várias passagens que são comuns para nós dois, pois somos contemporâneos 

1-Quando foi que surgiu a sua paixão pela música? O que te levou a querer se tornar um músico?

Resposta - Bem, é uma história longa. Para resumir, eu diria que o interesse veio de forma escalonada. Por volta de 1966, comecei a me ligar mais detidamente, já curtindo Beatles. Em 1967, os festivais de MPB da TV Record aguçaram muito esse interesse, e em 1968, já grudava o ouvido no radinho de pilha para curtir a programação da Rádio Excelsior de São Paulo ("A Máquina do Som"), e tornei-me fã de Otis Redding, The Mamas and The Papas, Jimi Hendrix, Mutantes e muitos outros. Entre 1969 e 1971, esse processo só foi crescendo e a partir de 1972, já estava com cabelos longos curtindo um monte de coisas bacanas do Rock, Black Music e MPB, principalmente. Mas só em 1974 começou a borbulhar uma ideia maluca na cabeça, de aprender a tocar um instrumento e mergulhar na música, não só como curtidor, mas como aspirante a atuar. Em 1975, isso tornou-se uma ideia mais incisiva e no ano de 1976, finalmente ingressei numa banda com pretensões de construir uma carreira "de verdade", apesar do caráter insípido de tal empreitada, em se considerando a falta de recursos e de qualidade artística e técnica de seus componentes, excetuando-se o então adolescente Laert "Sarrumor"(futuro líder do Língua de Trapo), que mesmo iniciante, já demonstrava grande potencial de criatividade.


2-A Chave do Sol é uma banda super consagrada no cenário roqueiro brasileiro. Inclusive possui um blog onde conta a história da banda. Como foram os primeiros ensaios, os primeiros shows...Teve até uma participação especial do Percy Weiss em algumas apresentações...Conta como foram os primeiros momentos da banda.

Resposta - Muita água passou por debaixo da ponte, antes que eu chegasse ao momento em que fundei A Chave do Sol com o Rubens Gióia e Zé Luis Dinola. Nesse ínterim, eu havia crescido como músico e adquirido uma razoável experiência desde os passos iniciais de 1976 e em 1982, finalmente me achava apto para atuar numa banda autoral com propósitos sérios.
O começo da banda foi muito estimulante para mim. Era a valorização de cada primeira conquista, que era forjada na raça e determinação da banda, focada em seu objetivo.

De fato, o primeiro vocalista da banda foi o Percy Weiss, mas como convidado especial. Ele fez apenas os dois primeiros shows, e dali em diante, seguimos a nossa trajetória, tendo momentos em que assumimos o formato Power Trio ou no quarteto, com a presença de vocalistas. Além do Percy, tivemos outros quatro vocalistas na história da banda, em momentos diferentes : Verônica Luhr, Chico Dias, Fran Alves e Beto Cruz.

A banda teve fases muito boas no decorrer de sua carreira, mas confesso que a fase que mais gosto, é a desses momentos iniciais, entre 1982-1983, pela união, foco, garra e vontade de vencer que tínhamos. Claro que após os discos, exposição midiática e shows importantes, a banda alcançou vitórias expressivas e tenho ótimas lembranças de tais momentos, mas o período inicial é muito especial para mim, particularmente. 



3-A gravação do primeiro disco da banda. Conta como foram os bastidores desse momento e como foi chegar a gravação dos álbuns seguintes.

Resposta - A gravação do primeiro disco da Chave do Sol ocorreu em janeiro de 1984, no estúdio Mosh, em São Paulo, quando ainda ocupavam as dependências de um sobrado no bairro da Vila Pompeia, na zona oeste da cidade.

Não tínhamos muita experiência de estúdio nessa época. Eu havia gravado apenas uma faixa num disco de uma cantor de MPB, em 1980 e uma fita-demo do Língua de Trapo, até então. O Rubens havia gravado um compacto com a Santa Gang, banda que geralmente abria os shows do Made in Brazil entre 1979 e 1983 e o Zé Luis só havia gravado fitas demo com sua ex-banda (Contrabando, cujo guitarrista era o Tony Babalu, ex-Made in Brazil).

Mas tínhamos a nosso favor a precisão pelo esmero que tínhamos em ensaiar exaustivamente e o foco, que era total. Portanto, driblamos a inexperiência com tranquilidade, além do bom relacionamento que estabelecemos com o técnico do Mosh, um rapaz competente e solícito, que também se identificou conosco e muito nos ajudou nesse trabalho, chamado Robson T.S.

Já nos álbuns seguintes, foi muito mais tranquilo, com o amadurecimento da banda em todos os sentidos.  



4-Você acha que havia uma união legal das bandas nos anos 80? A soberba de alguns músicos como em toda profissão, sempre deixa um gosto amargo na história. Você teve esse tipo de problema?

Resposta - Esse negócio de união entre bandas sempre foi relativo. Toda tentativa de organizar associações ou cooperativas, sempre redundou em decepção. Participei de várias tentativas desse nível e a ajuda mesmo sempre deu certo quando foi espontânea, havendo amizade sincera. Aliás, é o curso da vida em sociedade, em qualquer segmento, pois tendemos a ser solidários mesmo é com os amigos mais próximos que nos cercam.

E como você bem observou, sempre tem um ou outro que pisa na bola por soberba, quando se enxerga numa situação melhor que seus pares. É também um microcosmo da sociedade e isso ocorre em qualquer segmento. Talvez no meio artístico, tenha uma amplificação, pelo forte teor de exaltação do ego, com a exposição e a fama inerente que isso traz. 


5-Tivemos aqui no Brasil o Rock in Rio em 1985. Sem qualquer sombra de dúvida foi uma alavancada para colocar o país como uma obrigação de grandes turnes das super bandas de rock do mundo. As bandas brasileiras estavam também totalmente na ativa. Lira Paulistana, Praça do Rock, enfim...vários locais abriram as portas. Como você viu esse cenário nos anos 80?
Você tinha naquele tempo, noção de que se tornaria uma década super importante para a história do rock brazuca?

Resposta - Sem dúvida que a realização do Rock in Rio de 1985, foi fator preponderante para colocar o Brasil definitivamente no mapa do show business internacional, visto que anteriormente, artistas estrangeiros só vinham para cá sazonalmente e geralmente em momentos de baixa na carreira, salvo raras exceções.

A minha percepção pessoal da época, é que o festival foi muito importante, portanto, mas em âmbito nacional, a efervescência, do BR-Rock já estava consolidada há tempos.

A grosso modo, desde 1982 a mídia mainstream havia comprado a ideia do BR-Rock e muitas bandas já estavam no estrelato, inclusive atingindo o grande público, ultrapassando o nicho fechado do Rock,tornando-se verdadeiramente popular, coisa que não ocorria desde a Jovem Guarda, eu diria.

Só que tem um detalhe chato nessa realidade. A maioria das bandas que atingiram o mainstream, eram partidárias das correntes oriundas do Pós-Punk, portanto, seguindo os pilares da cartilha do Punk' 1977, não se preocupavam com a qualidade técnica de forma alguma. Então, salvo as raras exceções, a maioria que "chegou lá", era muito fraca tecnicamente e pior que isso, a formação de opinião nos anos oitenta em prol de tais valores niilistas, forjou a tendência das portas do mainstream ficarem abertas só para quem rezasse por tal cartilha.

Sim, a década de oitenta teve esse mérito de ter espaços para tocar, de forma mais democrática, devo reconhecer. Se o mundo mainstream era fechado para os outsiders que não compactuavam com a turma do Pós-Punk, ao menos havia espaço para sobreviver, atuando no underground. Aqui em SP, era louvável a existência de espaços como os Teatros Lira Paulistana, Mambembe, o circuito de teatros de bairro da prefeitura, as danceterias etc etc.

Agora, sendo bastante sincero, eu tinha (e tenho) muitas restrições à década de oitenta. Talvez o único aspecto positivo que reconheça, seja o da existência de muitos espaços para tocar, pois o patrulhamento ideológico em prol do niilismo, era massacrante. Chegava perto do fascismo, eu diria, sem medo de parecer exagerado. E é claro que eu abominava isso, já na época. 


6-Luiz, passava pela sua cabeça que anos depois você se tornaria um dos ícones na história do rock brasileiro?

Resposta - Puxa, agradeço suas palavras super elogiosas., mas claro que não me considero dessa forma. 

7-Com a saída do Rubens Gioia da banda, você continuou com nova formação e gravou um álbum como "The Key". Teve uma ótima repercussão mas não houve continuidade. Porque?

Resposta - A Chave do Sol teve um desgaste interno muito grande por conta de termos nos iludido com as promessas vazias de um escritório de empresários que nos amarrou com um contrato de valores acachapantes. Estávamos num grande momento na metade de 1986, flertando com um voo mais alto, perto do mainstream, mas graças aos nossos esforços acumulados de quatro anos de labuta. Quando percebemos que os tais empresários estavam apenas lucrando com os contatos que nós já tínhamos, como uma sanguessuga surfista, sem nada fazer para agregar ou amplificar o "momentum", era tarde demais. Com isso, perdemos o embalo e bateu um desânimo muito grande em 1987, com conflitos internos bobos que eram perfeitamente administráveis, ganhando proporção maior do que o devido, minando-nos.

O Zé Luis foi pressionado fortemente pela família a investir num curso universitário e abraçar uma carreira tradicional e resolveu deixar a banda. Tentamos continuar, mas o clima estava ruim e assim gravamos o terceiro álbum, tirando leite de pedra, sem recursos, com pouco apoio externo e o clima ruim entre nós três sobreviventes.

Mas no final do ano, com o disco já sendo lançado, ficou insustentável a situação, pois o Rubens não quis mais participar, mas tínhamos compromissos de shows e TV para cumprir, já agendados, fora a dívida acumulada pela produção do disco, que correu por nossa conta, e sem apoio, portanto, não havia outra saída a não ser reformular a banda e prosseguir, nem que fosse só para saldar as contas.

Hoje em dia, eu lamento muito que tudo isso tenha ocorrido. Jamais quis que a banda parasse, tampouco reformulá-la com um line-up totalmente diferente. Indo além, na época eu considerei como continuidade, apesar de termos sido obrigados a mudar de nome pois o Rubens que tinha o registro oficial em sua posse, não permitiu que continuássemos a usá-lo.

Isso foi muito doloroso para mim, mas vendo hoje em dia, acho que mesmo sendo forjado a forceps, delimitou que A Chave do Sol encerrara atividades e o que veio posteriormente, foi uma nova banda, ainda que identificada com a antiga, por laços artísticos.

O Beto Cruz teve um mérito extrordinário nesse processo pois liderou essa metamorfose. Confesso que estava exaurido em minhas forças e a ruptura com o Rubens havia minado a minha vontade de prosseguir, pois ficamos estremecidos dali em diante por muito tempo. Hoje estamos de bem, ainda bem e o amadurecimentos nos fez enxergar que ninguém traiu ninguém e jamais deveríamos ter parado, pela amizade e luta de tantos anos, mas simplesmente fomos vítimas das circunstâncias da época.

A despeito desse mérito incrível do Beto, que tomou toda a dianteira e reformulou a banda, eu nunca gostei do novo direcionamento que ela adotou posteriormente por conta da influência que os novos membros trouxeram. O som ficou calcado no virtuosismo extremado, com ranço de Heavy-Metal, e eu queria mais é voltar para as minhas raízes sessenta-setentistas.

Fui "empurrando com a barriga", gravei aquele álbum de 1989, mas não aguentei mais e pedi demissão.

Nada contra os novos membros, que são ótimos músicos e amigos legais, mas o direcionamento adotado nunca me agradou.


8-E a Patrulha do Espaço como entrou na sua vida? Tocar ao lado de uma verdadeira lenda do rock brasileiro, o batera Rolando Junior, é um prazer enorme. Como foram esses tempos na banda. Foram 5 anos de Patrulha?

Resposta - Eis aí outra história longa...bem, aqui preciso exercer o poder da síntese, portanto, digo que após minha saída da Chave/The Key (a dissidência da Chave do Sol), fiquei entre 1990 e 1991 sem uma banda autoral oficial e emendei inúmeros trabalhos efêmeros, projetos que não vingaram etc. Até que no início de 1992, recebi o convite do vocalista/guitarrista Chris Skepis para fazer parte de uma nova banda chamada Pitbulls on Crack, com proposta sonora e estética totalmente diferente de tudo o que fizera anteriormente na vida. Topei participar como um desafio pessoal e por lá fiquei até 1997, gerando um monte de histórias legais e com momentos até significativos, com exposição midiática, inclusive. Todavia, chegou um momento em que também me desgastei com a proposta (jamais com as pessoas, quer são meus amigos até hoje) e saí. E esse é o ponto inicial da Patrulha, embora na prática, a "nova" Patrulha só tenha se reunido para valer em 1999.

Isso porque eu resolvi montar uma banda 100% calcada na estética 60/70, sem concessões e/ou preocupações com a mídia, show business, mercado etc etc. O objetivo era fazer o som que curtia, voltando para 1968 e resgatando o molequinho que gostava dos Beatles, Hendrix e Rolling Stones. Para essa empreitada com ares de "Haraquiri mercadológico", coloquei dois garotos imberbes e inexperientes, mas com um talento nato absurdo, que havia conhecido na minha sala de aulas (dei aulas de baixo entre 1987 e 1999), durante os anos noventa, chamados : Rodrigo Hid e Marcello Schevano. Era como se eu fosse um olheiro de futebol e descobrira num campinho, dois moleques, um chamado Neymar e o outro, Ronaldinho Gaúcho...

Mais que o talento nato de serem multiinstrumentistas, cantores, arranjadores e compositores, apesar da pouca idade e do anacronismo natural, eram doidos pela estética dos anos 60 e 70, sem que eu precisa-se "doutrina-los"...

Com essa dupla e a presença do meu velho amigo José Luiz Dinola, passamos o fim de 1997 e o ano de 1998 inteiro ensaiando e compondo o material dessa banda que fora batizada como "Sidharta".

Mas no início de 1999, o Zé Luis sentiu-se desconfortável pelo nosso radicalismo em soar retrô e não conseguindo nos demover dessa determinação em prol de ideias modernosas que queria introduzir, resolveu deixar a banda, infelizmente.

Sem baterista, mas com 21 músicas prontas e arranjadas na bagagem, fizemos uma lista de possíveis bateristas que se encaixariam nesse espírito retrô que queríamos. Claro que não haviam muitas opções nesse nicho assim fechado num ideal. Aí demos uma tacada ousada, convidando o Rolando Castello Junior.

Ele adorou o material e impressionou-se com a versatilidade e qualidade dos garotos, mas deu a sua "contratacada", nos demovendo da ideia de iniciar o trabalho como "Sidharta", uma banda zero KM, sem contatos, sem apoio e sem dinheiro. Como Patrulha do Espaço, já sairíamos com um nome de prestígio em mãos e seria mais fácil do que arrancar da estaca zero.

Dessa forma, trouxemos o material do Sidharta para a banda, ensaiamos os seus clássicos e  assim colocamos a nave de volta no ar, com sangue novo. E o legal, é que o Junior embarcou no ideal e fez com que a Patrulha resgatasse suas próprias raízes setentistas, inclusive voltando a tocar músicas da época do Arnaldo, visto que Rodrigo e Marcello eram ambos tecladistas, também. 

Foi um momento mágico para todos, portanto, e na minha autobio, conto com detalhes, pois propiciou um sem número de histórias. Aliás, fica o convite para ler a narrativa, no meu Blog 2, ou na comunidade Luiz Domingues do Orkut, que uso como plataforma de rascunho. Daqui há pouco, falo sobre os Blogs, seguindo as suas perguntas, Kusdra.



9-Voltando um pouco para os anos 70, o cenário do rock brasileiro era difícil principalmente na luta contra a Ditadura Militar que estava instalada no país. Mas bandas como Made in Brazil, Patrulha do Espaço, O Terço, Mutantes, Rita Lee & Tutti Frutti, Raul Seixas, enfim, um monte de gente competente, tinham expectativas de que tudo ia mudar para melhor.
Como você enxerga esse período na história do rock brasileiro?

Resposta - São vários aspectos em relação à essa período. Pelo ponto de vista artístico, o nível do Rock brasileiro, era o mais alto possível, com todas essas bandas que você citou e mais outras tantas. Havia o fato de que as coisas chegavam com atraso no Brasil e portanto, em 1970 é que o Flower Power chegou por aqui, explodindo em 72, 73...

Essa atmosfera de desbunde hippie contaminou positivamente também a MPB e não resta dúvida de que a efervescência foi enorme, criativa e de alto nível artístico.

E como um mérito a mais, em plena ditadura de extrema direita, ou seja, com toda a repressão possível e perseguindo a arte livre com censura e pressões de toda sorte.

Apesar desse quadro tétrico da repressão, foi um momento de grande euforia por parte dos hippies, freaks & Rockers tupiniquins, do qual guardo lembranças maravilhosas. 


10-Você possui dois blogs e aborda diversos assuntos. Eu acho isso muito legal porque os fãs gostam de saber o que pensa o músico sobre cultura, política, religião, futebol, enfim, as coisas que estão em volta de todos.
Qual foi a sua idéia em criar os blogs e abordar vários assuntos?

Resposta - Eu sempre gostei de escrever, desde a infância. Se a música e o Rock em específico, não tivessem me atropelado, eu certamente teria enveredado para o jornalismo e viveria feliz, escrevendo crônicas para o resto da vida.

Em 2011, recebi o convite de um blogueiro para enviar-lhe textos, como colaborador e a repercussão foi muito boa, bem acima do que eu esperava e isso animou-me a prosseguir. Tornei-me colunista quinzenal do Blog do Juma, e dali em diante, outros convites foram surgindo. Ainda em 2011, eu estava escrevendo para sete ou oito blogs e daí o próprio Juma deu-me um impulso, criando o meu Blog 1 em 2012, entregando-me pronto. Assim que aprendi a editar e publicar meus textos, passei a arquivar toda a minha produção escrita em outros Blogs, ali e também passei a publicar textos inéditos.

Mas não abri mão de ser colaborador de outros Blogs. Sou ainda colunista do Blog Planet Polêmica, Site/Blog Orra Meu e do Blog Limonada Hippie, fora colaborações sazonais em outros Blogs e na revista Cinema Paradiso, especializada em cinema.

Atualmente também tornei-me colunista da Revista Gatos & Alfaces, esta uma publicação impressa, tradicional.

No caso do meu Blog 2, a proposta é a de convidar outros escritores e assim, hoje em dia tenho quatro colunistas fixos que publicam geralmente crônicas e estou publicando os capítulos da minha autobiografia, divididos por cada banda onde atuei e numerados, logicamente, para o leitor não se perder.

Esse é um ponto importante a se destacar : eu quase nunca falo de música, que é o assunto que mais esperariam que eu falasse. Gosto imensamente de cinema, política, ciências sociais, ambientalismo, futebol, literatura, artes plásticas, história...enfim, é sobre tudo isso que escrevo e evito a obviedade da música.

Mas, tenho aumentado a carga nesse tema, desde quando comecei a destacar artistas com pouca projeção que tem me encantado pela qualidade artística. Além de dar minha humilde contribuição para difundi-los, tenho o prazer pessoal de falar de música, mas fugindo dos clichês que esperariam que eu enfocasse pelo fato de ser músico.

Peço licença ao Kusdra e deixo aqui os endereços citados :

Blog do Luiz Domingues :

http://luiz-domingues.blogspot.com.br/

Blog do Luiz Domingues 2 :

http://blogdoluizdomingues2.blogspot.com.br/

Comunidade Luiz Domingues - Orkut :

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=14081928




11-Atualmente você faz parte de duas bandas: Pedra e Kim Kehl & Os Kurandeiros. Kim Kehl é um super guitarrista, gente boa pra caramba e que tem uma larga história no rock também. A Banda Pedra, te confesso, acho simplesmente fantástica.
Vejo várias publicações nas redes sociais sobre a banda e a sonoridade é maravilhosa. Espero um dia ter a oportunidade de assistir um show da banda, mesmo estando um pouco longe dos grandes centros. Mas enfim, conta como surgiu a formação da banda e qual o projeto para o futuro?

Resposta - O Pedra surgiu no final de 2004, num momento em que eu havia deixado a Patrulha do Espaço e estava sem muito gás para iniciar um trabalho novo. Mas a proposta do guitarrista Xando Zupo soou-me alvissareira, no sentido de que não se tratava de uma banda de Hard-rock tradicional que ele estava montando, mas a ideia era ter um leque muito mais aberto, abrangendo a MPB e a Black Music num primeiro momento e no decorrer do trabalho, o Folk também se amalgamou ao trabalho, por influência do Rodrigo Hid que tem bastante conhecimento no assunto, e nós também curtimos, é claro.

A banda tem uma sonoridade muito legal e soa setentista, embora não seja uma condição sine qua non, como era no projeto Sidharta, como enfoquei anteriormente.

Em 2011, a falta de espaço e oportunidades minou as nossas forças, e a banda encerrou atividades, aliás contra a minha vontade, numa eleição com placar 3 x 1 para os adeptos da ideia de terminar a história.

Nesse ínterim, recebi o convite do guitarrista Kim Kehl e entrei nos Kurandeiros, sua banda, mas com o objetivo de abarcar um segundo trabalho em paralelo, quando eu e ele, Kim, faríamos parte da banda de apoio do Ciro Pessoa, denominada "Nu Descendo a Escada".

Em 2012, os membros do Pedra que votaram no seu final, chamaram-me para uma reunião e em princípio, achei que queriam terminar a gravação do terceiro álbum, interrompido pelo fim prematuro da banda ou algum show sazonal que aparecera. Mas a proposta revelou-se uma volta, e com o passar do tempo emendamos uma série de shows bacanas e pelo fato de terem surgido várias músicas novas, iniciamos a gravação do terceiro álbum, enfim, com canções novinhas se juntando às engavetadas da safra anterior.

Então, o Pedra voltou, mas não havia cabimento em deixar os Kurandeiros, pois estava/estou feliz nessa casa, super entrosado com o Kim e o baterista Carlinhos Machado e assim acumulei essa banda.

Mas também acumulei o trabalho do Ciro, cujo teor eu gosto muito, pois ao contrário de seus trabalhos pregressos envolvidos na estética do Pós-Punk (o Ciro foi membro fundador dos Titãs e do Cabine C), o trabalho solo dele é 100% psicodelia sessentista, via Pink Floyd fase Syd Barrett, Mutantes, Beatles e outros similares e nas letras, o surrealismo de Salvador Dali e Andre Breton, são influências nítidas.

Nessa loucura total, é claro que eu adoro fazer parte e me sinto tocando no Fillmore West em 1967, portanto, é um prazer enorme para mim.

Considerando que os Kurandeiros formam a base de apoio do Nu Descendo a Escada, existe também um terceiro desdobramento, visto que os Kurandeiros, acrescidos do tecladista Alexandre Rioli, tocam toda quarta no Magnólia Villa Bar, sob o nome de "Magnólia Blues Band" e a cada semana, um convidado especial da cena do Blues brasileiro se junta a nós para uma jam.

Resumindo, tenho quatro bandas na atualidade, tipo de situação que não é a ideal a meu ver, visto que o certo é ter um trabalho só, mas na atual circunstância onde me afeiçoei à todos esses trabalhos, sigo com todas e rezando para não haver grandes conflitos de agenda...


12-Como você vê o cenário do rock brasileiro atualmente?

Resposta -  Atualmente o cenário do Rock está o pior possível. Quem está na ativa, está lutando com muitas dificuldades pois a subcultura dominou todos os espaços do mainstream, empurrando artistas consagrados para o patamar médio e como resultado disso, os pequenos do underground estão lutando no subsolo do subsolo.

Sou um otimista por natureza e acredito que esse lixo incrível que dominou a difusão cultural de forma avassaladora, vai arrefecer suas forças em algum momento ou algum marketeiro vai querer reciclar e mudar a onda da formação de opinião, mudando radicalmente. Voltaríamos assim a viver num mundo cartesiano onde o lixo é lixo e o luxo é luxo, só para variar um pouco...


13-Luiz, qual o disco da sua vida? Aquele que você acha o mais importante na história? Difícil não é? rsrs.

Resposta - Caramba, Kusdra !! Isso é completamente impossível de se resumir num disco só.
Reformule a pergunta para 100 discos e eu te respondo...
Poderia citar qualquer disco dos Beatles, mas poderia ser The Who, Stones, Hendrix, Zeppelin...


14-Eu sei que é difícil ou quase impossível, mas cite 3 bandas nacionais e 3 estrangeiras que você considera como as melhores em todos os tempos.

Resposta - Impossível também !! Mas para não deixar sem uma resposta satisfatória, eu poderia citar três exemplos do Rock brasileiro : Som Nosso de Cada Dia ; Mutantes e Rita Lee & Tutti-Frutti. No internacional, vou forçar a barra e citar os quatro cavaleiros do "Rockalipse" : Beatles, Stones, Who e Zeppelin.


15-Comente um pouco sobre a importância das redes sociais hoje em dia na divulgação do trabalho do músico.

Resposta - Creio que é a única arma que temos hoje em dia para qualquer tipo de divulgação, todavia, tem o aspecto contra, que é a pulverização total. Para atrair atenção, é quase tão difícil quanto ganhar a Mega Sena acumulada, na análise combinatória pura e simples.


16-Estamos em Junho de 2014, perto das eleições e o cenário político brasileiro é de total desordem.
Como é possível mudar tudo isso? Você acha que somente nas urnas isso é possível?

Resposta - Democracia se exercita com tentativa e erro. Faz parte do sistema, esse longo período de amadurecimento. Alternância de poder é salutar e faz bem para a saúde administrativa do país, mas o povo ainda reage como torcedor de futebol, polarizando as discussões de forma cega, baseada em paixões ideológicas e não analisando critérios técnicos.

A manipulação da opinião pública nunca foi tão violenta como nos dias atuais e as redes sociais infestadas de pequenos Goebbels postando mentiras de lado a lado, o dia inteiro.

Gostaria muito que o Brasil apostasse numa terceira via, uma novidade. A despeito dos escândalos de corrupção e erros administrativos cometidos pelo PT, não acho de forma alguma que a solução seja reconduzir o PSDB/DEM ao poder.

A alternância no poder estadual também seria muito salutar, após cinco mandatos consecutivos dos tucanos com seus resultados pífios e portanto inadmissíveis em se considerando que estão há 20 anos no poder e contam com um orçamento bilionário, maior que a maioria dos países do planeta.


17-Agora não é bem uma pergunta e sim um espaço para que você fale sobre algo que não perguntei e que você gostaria de deixar registrado. O espaço é seu.

Resposta - Bem, reforço o convite para ouvirem o trabalho das minhas bandas e visitem meus Blogs, deixando comentários nos vários textos que ali se encontram disponíveis. 

18-Luiz, foi um enorme prazer realizar esse bate-papo contigo. O Blog Disciplina Frustrada e a Rádio Stay Rock Brazil, ficam agradecidos de ceder esse espaço para você que é um dos grandes nomes na história do rock brasileiro.
Por favor informe os links onde a galera pode encontrar você e seus trabalhos.

Resposta - Muito obrigado pela força. Fiquei imensamente feliz em conceder uma entrevista tão detalhada, com uma atenção rara.

Conheçam o trabalho do Pedra, vendo o Blog Letras Miúdas da nossa banda :

http://www.pedraonline.com.br/

O trabalho do Kim Kehl você acompanha aqui :

http://www.reverbnation.com/kimkehloskurandeiros

E o Ciro Pessoa & Nu Descendo A Escada :

http://www.reverbnation.com/artist/artist_songs/579876

Todas as bandas tem páginas no Facebook, comunidades no Orkut e representação em outras redes sociais.

Um abraço ao William Kusdra, amigos da Stay Rock e Blog Disciplina Frustrada !!  


Termino a publicação da entrevista que realizei com o Luiz agradecendo imensamente o tempo que ele precisou disponibilizar para o Blog e para a Rádio Stay Rock Brazil, mas com a certeza de que valeu a pena o registro sobre o grande trabalho realizado por ele ao longo de sua brilhante carreira e evidentemente o que ainda está por vir.
Um grande abraço a todos. 
William Kusdra

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Ouça a Rádio Web Stay Rock Brazil pelo seu celular

Ouça a Rádio Web Stay Rock Brazil pelo seu celular ou tablet via internet através do aplicativo para smartphone, iPad e tablets que utilizam o sistema operacional Android . Através da ferramenta dos aplicativos para iPhone, celulares com o sistema Android e tablets, é possível ouvir ao vivo a programação em qualquer lugar do mundo. Para acessar a rádio através do aplicativo, é só clicar na imagem Android no Site da Stay Rock Brazil. Comece você também a escutar o melhor do rock n roll na web!!!
www.stayrockbrazil.com.br

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Novo Trabalho RATOS DE PORÃO - Século Sinistro - CD 2014



Aí está pela Red Star Recordings & Voice Music o primeiro álbum de inéditas do RxDxPx desde 2006.
Em 13 sons inéditos e 1 cover de Anti-Cimex, "Século Sinistro" é o mais HARDCORE, o mais PUNK, o mais METAL, o mais BRUTAL álbum do RATOS DE PORÃO de todos os tempos!!
RxDxPx: Joao João Gordo – vocal / Jão – guitarra / Juninho – baixo / Boka – bateria
Gravado e mixado no estúdio Family Mob por André “Kbelo” Sangiacomo em Nov/2013
Masterizado em São Francisco (USA) – Fantasy Studios
Backing vocals: Jão, Juninho, Gordo, Estevam Romera
Solos de guitarra em “Neo Canibalismo” e “Progeria of Power”: Moyses Kolesne
Pré-produção: Jean Dolabella
Produzido por João Gordo e Ratos de Porão
Músicas: Ratos de Porão exceto “Progeria of Power” (Anti-Cimex)
Participação sem crueldade em “Sangue e Bunda”: Porquinho Atum
Arte da capa: Ricardo Tattoo
Concepção da arte: João Gordo
Stay Punk!
Jef
Red Star Recordings (2014)

terça-feira, 27 de maio de 2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

KING BIRD VOLTA AOS PALCOS NO SESC BELENZINHO - SP

DIA 28 DE JUNHO, SÁBADO, KING BIRD VOLTA AOS PALCOS NO SESC BELENZINHO - SP, APRESENTANDO TON CREMON, NOVO VOCALISTA!! 



quarta-feira, 21 de maio de 2014

UNDERGROUND ROCK SHOW APRESENTA O MELHOR DO ROCK NO SIGNOS PUB! Porto Alegre (RS)

UNDERGROUND ROCK SHOW APRESENTA O MELHOR DO ROCK NO SIGNOS PUB! Porto Alegre (RS)


Receita de som que deu certo e retorna à cena independente: Macacos me Mordam!, Eletroacordes e Big Zen VooDoo retomam o palco e disparam o melhor do rock no Signos Pub, em Porto Alegre. O evento “Underground Rock Show” está agendado para o próximo 31 de maio, às 22h, ali na Cidade Baixa.

Depois de casa cheia em março durante show com integrantes das bandas também na Cidade Baixa, o coletivo segue para trilhar na agenda da música gaúcha com som autoral, covers, jam´s e releituras de clássicos dos gêneros pop, blues,soul, jazz, heavy, hard e punk rock. Todas as bandas já atuaram na Capital em 2014 e seguem com roteiro de agenda também na Região Metropolitana e Interior.

Eletros e Big Zen já lançaram EP e CD independentes, respectivamente. Já a programação do Signos Pub prossegue normalmente após o show das bandas, com sorteio de CD´s entre as apresentações.

As atuações musicais seguem com:

Macacos me Mordam! – Em uma louca e variada Jam Session, com muito feeling tocando rock e suas variantes, a banda se reveza na voz e nos instrumentos (guitarra, baixo, bateria e harmônica) entre os membros Dundi Yesomar, Jaja Joe, Lambari Rocks, Berna Terror, Fafi Fakebook e Rigotti Bumboleguero.


Eletroacordes – Rock autoral que transcende também pela música eclética – sem rótulos, receitas prontas ou jargões pré-fabricados – plugada nas origens do blues, jazz, pop rock psicodélico e anos 70. Atua há 5 anos nos pagos gaúchos e é formada por Rodrigo Vizzotto (vocal e baixo), Fabrício Costa (vocal e guitarra) e Evan Veit (bateria).

Big Zen VooDoo –  Chips, válvulas, ecumenismo sonoro e rock sem frescura. A banda comemora 20 anos de estrada em 2014. Tem dois álbuns lançados, tendo recebido o Prêmio Açorianos de Música 2002. Com César Fraga (guitarra/voz/harmônica), Flávio Mierlo (guitarra), Tonho Inda (baixo) e Aramis Costa (bateria).


O evento, aberto ao público, acontece a partir das 22h na Rua Joaquim Nabuco, 292, Cidade Baixa em Porto Alegre (RS). Ingressos a R$ 10,00.
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Assessoria de Imprensa

Rodrigo Vizzotto (51) 91321312 – rodrigo.vizzotto@gmail.com

Jornalista Registro: MTB/RS 7885

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Programa Classicos do Rock



Hoje as 21 horas tem Classicos do Rock com Lula Siqueira em uma edição super especial voltada ao que existe de melhor no mundo do rock nacional !!!! Esse programa que foi ao ar pela Radio Comunidade Friburgo FM 104,9 vai trazer varias participações especiais como a do vocalista China Lee da banda de hard rock Banda Salário Mínimo !!!!! Na sequencia com a Cena Local de Nova Friburgo estaremos com Nuno Miguel Vocals da excelente banda Rebe Ligion !!!!Na sequencia Classicos do Metal quem nos visita é o parceiro e guerreiro tambem co-apresentador do programa Rock Company Geyson Machado Mendonça!!!!! E terminando com chave de ouro trazendo o melhor do mundo underground brasileiro , o grande Renato Menez diretor da Radio Web Stay Rock Brazil!!!! Um programa simplesmente sensacional !!!!
É SÓ ACESSAR : www.stayrockbrazil.com.br

terça-feira, 29 de abril de 2014

Colaboradores para Programa de Blues





Estamos selecionando colaboradores para nossa equipe, para um programa de BLUES , se você tem interesse em participar conosco e se identifica com a radio mande um e-mail para, stayrockandroll@gmail.com ou inbox pelo face que estaremos entrando em contato com você!
Ideias sugeridas serao analisadas.
Stay Rock Brazil – O MUNDO DO ROCK NA WEB www.stayrockbrazil.com.br

sexta-feira, 25 de abril de 2014

NESTA SEXTA 25/04 ESPECIAL STAY - VLAD V - ROCK NACIONAL NO AR!!

 
NESTA SEXTA NO ESPECIAL STAY - VLAD V - ROCK NACIONAL NO AR!!
 A PARTIR DAS 19 HORAS !!!
www.stayrockbrazil.com.br
A banda Vlad V, da cidade de Blumenau, é muito provavelmente a única da região do Vale do Itajaí, se não de todo o estado de ...Santa Catarina, com mais de vinte anos de estrada, sete álbuns de estúdio lançados – mais duas coletâneas –, fãs fiéis que seguem a banda a todos os shows possíveis, resenhas publicadas na Europa e no Japão e presença marcada na grande maioria dos festivais underground do estado.

Após o disco Na Casa do Rock, disco de covers que a banda lançou em 2010, o Vlad volta a trabalhar em composições inéditas para um novo disco que deve vir ainda em 2014. A intenção é reunir todos aqueles elementos que já são conhecidos no som do Vlad, mas com novidades o suficiente para justificar um álbum novo.

E já que falamos em volta às origens, fazemos uma breve viagem no tempo e voltamos a março de 1986, quando houve a primeira aparição da banda no festival Blumenália, obviamente na cidade de Blumenau, terra natal da banda. A formação do Vlad na época consistia em Jean Carlo (guitarra e vocal), Renato Luís Funke (baixo), Carlos Zimmermann (bateria) e Alexandre Pellems (vocal). Com a repercussão causada na época, a banda decide encarar a vida profissional e com isso passa a abrir caminho numa época em que a cena Rock apenas engatinhava no estado.

No ano seguinte saem de cena Renato e Carlos e entram os experientes Jurandir Camilo - o Kiko (baixo) – e Mário Aurélio – o Kaneka (bateria). Em 1988 Alexandre também sai de cena e Jean Carlo assume definitivamente os vocais e guitarra, e como power-trio a banda passa a se consolidar como um nome de peso na região, gravando em outubro do mesmo ano a música Entre as Nuvens que entra na programação das rádios, sendo uma das mais pedidas no ano que se seguiu. O sucesso foi tão grande que Entre as Nuvens é presença garantida no repertório da banda até os dias de hoje.

Passando por sucessivas mudanças de formação, a banda se muda para São Paulo no ano de 1992. Contando com Osni Neumann (O “Sapo” – citado por Jean Carlo como um dos melhores bateristas do cenário catarinense) e Charles Mogck (Chaleco) no baixo, participam do programa da MTV "Fúria Metal" com o VJ Gastão Moreira, além de se apresentarem em importantes casas noturnas como Black Jack, Café Piu-Piu, Café Pedaço, Aeroanta, Britania, entre outras, com excelente repercussão de público e crítica. De volta depois de um ano fazendo contatos, mas com dificuldades de manter a estabilidade com a explosão do Grunge e problemas internos, a formação se desfez.

Contra todas as adversidades, em 1993, Jean Carlo, prezando pela música acima de tudo, segue com o nome Vlad V e grava o primeiro LP auto-intitulado – Vlad V – com músicos de estúdio. Foi um dos primeiros discos de Rock em Santa Catarina na época, o que fez com que a repercussão aumentasse principalmente com as ótimas críticas da mídia especializada. Por ser uma banda com influências de Hard Rock, Progressivo e Rock Clássico, chamou a atenção também o fato de a banda compor as músicas em português, algo atípico para o estilo, especialmente na cena underground e ainda mais numa época que, dentro do rock pesado, passaram a se destacar Angra e Sepultura. Mas o fato é que esta também passou a ser uma das marcas da banda. No ano seguinte entra o baterista Flávio Theilacker, sólido membro da banda e parceiro de Jean Carlo até os dias de hoje.

Nos anos seguintes, com os integrantes Humberto Klitzke (baixo) e Jairson Dorigatti – o Doriga (teclados) – , a banda continua a crescer e grava seu segundo disco – A Espada e o Dragão. Devido a um golpe dado pela gravadora Prize Records, o álbum acaba sendo lançado somente em 1998. Este álbum rendeu ao Vlad o título de “Rush brasileiro”, e a banda passou a ser sempre identificada não só pelo virtuosismo de Jean Carlo que passou a se firmar como multi-instrumentista (no álbum ele toca banjo, violão, guitarra, flauta, harmônica, além dos vocais), mas também à qualidade e timbre de voz sempre comparado ao de Geddy Lee, da referida banda canadense. Além disso sempre destacou-se também a qualidade melódica das composições, a complexidade e beleza dos arranjos e a musicalidade da banda como um todo, especialmente pela conciliação de diversas influências e estilos responsáveis pela originalidade do som. Com esse disco o Vlad também foi pioneiro no formato digital e conseguiu repercussão na mídia especializada de países como Bélgica, Holanda, França, Finlândia e Japão. Aqui, definitivamente, se firmaram não só como a maior banda do cenário Underground catarinense, como uma das maiores do sul do país e foi considerada por muitos órgãos especializados em Rock como a melhor banda do Brasil, especialmente no segmento Hard Rock Progressivo.

Em novembro do mesmo ano, sai de cena Humberto Klitzke e o baixista passa a ser Cláudio Reiff, e a partir de então o Vlad V entra na fase mais estável da banda e passa a trabalhar em seu terceiro disco – O Quinto Sol – lançado ao final de 1999.

Nessa fase, a banda investe ainda mais na faceta progressiva e Jean Carlo passa a se dedicar mais à flauta. Com a entrada do guitarrista Beto Luciani, a banda lança o quarto disco – Vol. IV – em 2002. Logo os fãs e a crítica especializada identificaram uma maior presença da influência de Jehtro Tull na banda, justamente devido às flautas, mas a banda também passou a incorporar muitos elementos da música brasileira, com influências de Zé Ramalho e Alceu Valença.

Ao fim do ano sai de cena o tecladista Doriga, e a banda resolve inaugurar uma fase mais acústica, valorizando mais a melodia das flautas e a influência de música brasileira. Com isso, é lançado em 2005 o quinto trabalho do Vlad – Viagens Acústicas.

No começo de 2006 sai de cena Beto Luciani, e por um curto período a banda conta com a presença de Pablo Demarchi nos violões, mas até o lançamento do sexto álbum da banda – Siga o Som –, em 2007, a banda voltava, depois de quase 15 anos, a ser um trio.

Assim o Vlad V foi abandonando a fase acústica dos últimos dois discos e, valorizando a formação em power trio, as guitarras voltaram a falar mais alto. Conseqüentemente, em 2008, o grupo lançou a coletânea Longe do Fim, com um apanhado das músicas preferidas dos fãs que há anos seguem o Vlad pela região.

No finzinho de 2009 sai de cena Cláudio Reiff, depois de uma contribuição de mais de onze anos, e entra o caçula da banda Klauss Tofanetto (baixo e backing vocals). Com o Klauss, o Vlad volta às origens e lança seu sétimo disco contendo as covers que sempre marcaram os shows e influenciaram a banda, e começa 2014 ensaiando as músicas que devem entrar no novo disco de inéditas. Agora é esperar para conferir!

E o Vlad V prova que ainda tem muita lenha pra queimar, caminha para seus 25 anos de carreira e ainda está “Longe do Fim”

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Novo Frontman Leonardo Beteto no Fates Prophecy


Depois de ouvirmos todo o material enviado e de fazermos alguns testes na prática, finalmente chegamos ao nosso novo frontman Leonardo Beteto.

A família Fates Prophecy dá as boas vindas ao novo vocalista e já se prepara para entrar em estúdio para começar os ensaios e cair na estrada ainda no segundo semestre de 2014 dando continuidade à divulgação do seu mais recente trabalho The Cradle Of Life.

Queremos também aproveitar para agradecer à todos que enviaram material e desej...amos muito sucesso à todos.

Em breve mais novidades.
Aguardem.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ton Cremon é o novo vocalista do King Bird

Ton Cremon é o novo vocalista do King Bird

Na banda King Bird a gente costuma dizer que não temos fãs, temos amigos. É isso que temos feito em doze anos de estrada, e é com esse espírito que queremos dividir com todos mudanças importantes que estão acontecendo na banda neste momento.
Além da convivência e do profissionalismo, todos somos amigos a mais de 15 anos e neste clima de amizade e respeito o nosso irmão João Luiz está deixando a banda. Não tivemos nenhuma briga, discussão ou desentendimento, apenas todos concordamos que existem diferentes visões sobre o futuro do nosso trabalho como banda em relação a outros projetos pessoais.
"A banda King Bird foi o projeto musical mais importante da minha vida até hoje, nem tenho palavras pra agradecer aos meus irmãos de banda por todos esses anos que trabalhamos juntos, mas neste momento eu tenho desafios pessoais a que preciso me dedicar e a banda precisa de alguém que consiga tocar em frente os projetos em andamento. Foi uma decisão muito difícil, mas necessária. E sei que a banda vai continuar crescendo. "
E apesar da saída do João Luiz, temos a honra de anunciar que o trabalho continua, agora com outro grande talento à frente do microfone do Pássaro Rei: Ton Cremon é o novo vocalista do King Bird!
"Foi com muito orgulho e grande alegria que recebi o convite para integrar a KING BIRD.Será um desafio e uma imensa honra poder assumir essa responsabilidade e dar continuidade a esse excelente trabalho iniciado pelo João Luiz, por quem eu tenho muito respeito e amizade! Além da minha voz, tenham certeza de que colocarei o meu coração nesse novo álbum para que o Pássaro Rei voe cada vez mais alto!"
Em breve anunciamos a estréia do Ton no palco e também novidades sobre a gravação do álbum novo.

Fábio César, Marcelo Ladwig, Silvio Lopes e Ton Cremon

NESTA SEXTA FEIRA - 11/04 - ESPECIAL STAY - BLUES ETÍLICOS!!


 A PARTIR DAS 19 HORAS!! www.stayrockbrazil.com.br

O Blues Etílicos foi criado no Rio de Janeiro em 1985, pelo gaitista Flávio Guimarães, o baixista Cláudio Bedran e o guitarrista... Otávio Rocha e, poucos meses depois de sua estreia, incorporou o cantor e guitarrista Greg Wilson e o baterista Gil Eduardo. Em 1987, a banda grava seu primeiro LP, pelo selo independente Satisfaction Discos. Logo em seguida são contratados pela Gravadora Eldorado, lançando Água Mineral em 89, San Ho Zay em 1990 e IV em 91. San Ho Zay atinge a marca de 35.000 cópias vendidas , sendo o álbum mais vendido de uma banda de blues brasileira em todos os tempos.

Em 1989, a banda teve ampla projeção através do primeiro Festival Internacional de Blues, na cidade de Ribeirão Preto, abrindo o festival na mesma noite que Buddy Guy. O festival foi um divisor de águas para o gênero no Brasil e surgem várias bandas nacionais influenciadas pelo som do Blues Etílicos. Durante esse período , a Blues Etílicos teve vários programas especiais na TV Cultura, Rede Manchete e MTV, além de ter suas músicas amplamente executadas nas rádios em todo país.

O Blues Etílicos foi a primeira e a principal banda nacional a criar um público fiel nesse segmento e graças a isso participou de todos os festivais ligados a esse gênero musical, dividindo o palco com os principais nomes do blues internacional como B. B. King, Robert Cray e Buddy Guy entre outros.

Entre 1995 e 1996, a banda realizou cerca de 20 apresentações com o cantor Ed Motta, batendo sucessivos recordes de público no Circo Voador, no Rio de Janeiro, além de teatros e casas noturnas por todo país. Em Florianópolis, se apresentaram juntos para uma plateia de 25.000 pessoas no aniversário da cidade.

A partir de 1996, o baterista Pedro Strasser assume as baquetas e são lançados os álbuns Dente de Ouro em 1996, Águas Barrentas – Ao Vivo em 2001, Cor do Universo em 2003, Viva Muddy Waters em 2007, o DVD Ao Vivo no Bolshoi Pub em 2011 e o CD Puro Malte em 2013. Boa parte da discografia da banda bem como o DVD estão disponíveis pela Gravadora Substancial Music.´

É considerada a mais popular banda de blues brasileira, recordista em público nos shows e em vendagens de CDs no segmento, a banda comemorou 25 anos de carreira em 2010 com o lançamento de seu primeiro DVD: Blues Etílicos ao vivo no Bolshoi Pub.

O Blues Etílicos já lançou 12 CDs, sendo 6 de estúdio, 1 ao vivo e 2 coletâneas.

A empatia do grupo com o público deve-se à originalidade de compor tanto em inglês quanto português. O vocalista norte americano Greg Wilson confere autenticidade e sotaque correto às canções em inglês. Os solistas de gaita e guitarra, Flávio Guimarães e Otávio Rocha, se destacam nos solos, acompanhados pela cozinha coesa e cheia de swing de Pedro Strasser, na bateria, e Cláudio Bedran, no baixo.

O grupo é conhecido por abrir shows de nomes consagrados, tais como: abrindo shows para B. B. King, Buddy Guy, Robert Cray, Sugar Blue, Ike Turner, Magic Slim e muitas outras atrações internacionais.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

LANÇAMENTO DO NUMERO 2 DE GATOS & ALFACES


 Próximo sábado, dia 12 de Abril, das 11:00 as 15:00h, na Woodstock Discos, do amigo Walcir Challas, vai rolar o lançamento do numero 2 da revista.

 O endereço é Rua Dr. Falcão Filho, 155, bem ao lado da saída do Metrô Anhangabaú. Apareçam, pois além da Gatos & Alfaces, tem o acervo da histórica loja do Walcir, que aliás é também matéria da edição. Esperamos todos os amigos por lá.

Luiz Carlos Barata Cichetto


CAMPINAS FEST IN BLUES - De 11.04.2014 a 27.04.2014



http://www.festinblues.com.br/

O Almanaque Café, em parceria com a produtora Café Pinguim, o músico Paulo Gazela e a Prefeitura Municipal de Campinas realizam, entre os dias 11 e 27 de abril de 2014, o I CAMPINAS FEST IN BLUES. 

Com o objetivo de colocar a cidade no circuito de festivais de Blues que acontecem em todo país e ajudar na formação de público e desenvolvimento do cenário musical na região, o festival apresenta uma diversidade de bandas e artistas do Blues, as variadas vertentes do estilo, com atrações nacionais e internacionais. O festival conta ainda com outras formas de manifestação da cultura do Blues, como exposições de artistas plásticos, encontro de colecionadores de discos, workhops e workshows.

O formato visa abranger diferentes pontos da cidade, com shows em espaços públicos e para a população em geral, como a Concha Acústica do Parque Taquaral e a Pedreira do Chapadão e workshops na Escola de Música e Tecnologia EM&T, tirando a visão de que festivais de Blues acontecem apenas dentro de uma casa de show, nessa edição restrita ao próprio Almanaque Café.

De extrema importância e também um dos objetivos do I CAMPINAS FESTINBLUES está a inclusão de artistas locais na programação, apresentando ao público campineiro os artistas que representam sua cidade dentro do cenário do Blues nacional.

A abertura oficial do festival acontece no dia 13 de Abril na Pedreira do Chapadão e o encerramento no dia 27, na Concha Acústica do Parque Taquaral. Para a abertura teremos o show do guitarrista norte-americano Eric Sardinas, com abertura de Marcel Ziul e o encerramento com Mud Morganfield, vocalista e filho do lendário Muddy Waters, além da consagrada banda carioca Blues Etílicos, com abertura da parceria entre Paulo Gazela e Big Band Na Gaveta, com o espetáculo Big Band Blues.
Programação completa :
http://www.festinblues.com.br/#!programacao/c1han

quinta-feira, 3 de abril de 2014

PAUL GILBERT - BRAZILIAN TOUR 2014!


Após a passagem de Billy Sheehan e Eric Martin ambos membros da banda Mr Big, é a vez de Paul Gilbert, guitarrista da banda, fazer uma turnê pelo Brasil. São ao todo 14 cidades, onde o guitarrista irá se apresentar. Veja a lista a completa conforme banner.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

RESENHA : LEATHERFACES, LAMA NEGRA, NERVOSA (HANGAR 110)

RESENHA : LEATHERFACES, LAMA NEGRA, NERVOSA (HANGAR 110)        

Por: Rogério Utrila
Quando se fala em matinê, logo se imagina uma festa para menores de dezoito anos, realizada durante o dia. Mas não foi isso que aconteceu no Hangar 110 no domingo (30/03) à tarde; estavam presentes amantes do Metal Pesado Nacional de todas as idades para prestigiar as bandas Leatherfaces, Lama Negra e Nervosa.
Leatherfaces1 RESENHA : LEATHERFACES, LAMA NEGRA, NERVOSA (HANGAR 110)
Com um Thrash/Heavy tradicional calcado nos anos 80, o Leatherfaces (Rafael Romanelli – guitarra/vocais, Arthur Betiolli – guitarra, Henrique Avila – baixo e Cave Hoffman – bateria) subiu ao palco e abriram a “matinê metálica”
Leatherfaces2 RESENHA : LEATHERFACES, LAMA NEGRA, NERVOSA (HANGAR 110)

com a música “Death of Dreams” (que faz parte do EP homônimo lançado em 2011); apesar do setlist curto (trinta minutos de show), a galera literalmente “bateu cabeça” com “Stand Up and Rise”, “Slaves of the Lost Time”, “Satan is Coming” e “Leatherface”.
Leatherfaces3 RESENHA : LEATHERFACES, LAMA NEGRA, NERVOSA (HANGAR 110)

O Lama Negra foi a segunda banda a se apresentar. Tocando um Crossover, mesclando Thrash Metal com o peso de riffs do Punk/Hardcore e com letras em português.
Lama Negra1 RESENHA : LEATHERFACES, LAMA NEGRA, NERVOSA (HANGAR 110)
Tiago Moreli (vocais), Alex Coelho (guitarra), Anderson Veiga (baixo) e Rodrigo Rossi (bateria) já chegaram detonando com a música “Desgraça””, onde deu início a um mosh pit (que a todo instante o vocalista pedia para galera fazer) que agitou boa parte dos presentes no Hangar.
Lama Negra2 RESENHA : LEATHERFACES, LAMA NEGRA, NERVOSA (HANGAR 110)

Lama Negra3 RESENHA : LEATHERFACES, LAMA NEGRA, NERVOSA (HANGAR 110)
Ao todo a banda tocou onze músicas, entre elas “Insanidade”, “Degredação”, “O Que Sobrou do Inferno” e “Rejeitada Alma”.
Nervosa2 RESENHA : LEATHERFACES, LAMA NEGRA, NERVOSA (HANGAR 110)
Com um pequeno atraso no horário previsto, é a vez do power trio feminino de Thrash Metal Nervosa. O show foi uma oportunidade para mostrar aos fãs o mais novo lançamento da banda: o álbum “Victim of Yourself”, lançado pelo selo Napalm Records;
Nervosa3 RESENHA : LEATHERFACES, LAMA NEGRA, NERVOSA (HANGAR 110)
Nervosa4 RESENHA : LEATHERFACES, LAMA NEGRA, NERVOSA (HANGAR 110)

e começaram detonando com as duas primeiras faixas do álbum: “Twisted Values” e “Justice Be Done”. Fernanda Lira (vocal/baixo), Prika Amaral (guitarra/backing vocal) e Pitchu Ferraz (bateria) tocaram treze músicas; fez parte do setlist “Invisible Oppression”, “Nasty Injury” (com a participação de Marcello Pompeu do Korzus; que fez um discurso que emocionou a Fernanda),
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“Into Mosh Pit”, “Wake Up and Fight”, “Deep Misery”, “Envious / Time of Death” (com participação de Amilcar Christófaro do Torture Squad), “Morbid Courage”, “Victim of Yourself”, “Urânio em Nós” (única música cantada em português, que a Fernanda diz se a “balada da banda”; o que deixa a Prika em “pé de guerra”), “Masked Betrayer” e “Death”. O show teve uma interrupção, pois a corda da guitarra da Prika estourou, mas isso não baixou a animação da galera (que a todo instante ovacionada a Pitchu).
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Ao final, todos saíram satisfeitos com a qualidade sonora apresentada pelas três bandas. E que venha mais matinês nesse estilo; os fãs agradecem.

Imagens e Texto : Rogério Utrila

terça-feira, 1 de abril de 2014

RESENHA – 365 (CENTRO CULTURAL SÃO PAULO)


RESENHA – 365 (CENTRO CULTURAL SÃO PAULO)
Por: Rogério Utrila
A chuva fina que caia no início da noite de domingo (30/04), e as semifinais do Paulistão não foram empecilho para um revival dos anos 80 no Centro Cultural São Paulo, onde se apresentou a banda 365, com abertura do Nervos.
Criada no final de 2008 na região do Grande ABC Paulista, a banda Nervos formada por Fernando Fox (vocal), Roberto Pudim (guitarra), Ramonzito (baixo) e Glauco Gevonesi (bateria) começaram arrebentando com a música
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“O Que Me Falta é Paciência” (onde o vocalista jogou várias folhas de papel para o ar), mostrando para o público que ainda não conhecia o som da banda que iria presenciar um show de excelente qualidade musical.
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Foram onze canções executadas; entre elas “Bem Vindo aos 30”, “Tanto Faz”, “Sem Vocação” (que no CD tem a participação de Paulão Carvalho do Velhas Virgens), “Espaço Público” (onde Fox com um terno e uma Bíblia na mão dedica aos “pastores famosos”) e “O Céu Para Você, O Inferno Pra Mim”.
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Não demorou muito e foi a vez do 365 subir ao palco. Com vinte e sete anos de estrada, a banda paulistana composta por Neto Trindade (vocal), Ari Baltazar (guitarra), Miro de Melo (bateria) e Robertinho Pallares (baixo) está em turnê de lançamento do novo CD “O Destino”, mas começam com a música “Nunca Mais Seremos os Mesmos” (do primeiro LP de 1987).
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No set list foram mescladas músicas novas (“Destino”, “Solidão”, “Punks Não Fazem Canções de Amor”, “Canção do Mar”), clássicos da banda (“Berço Esplêndido”, “Manhã de Domingo”, “Crianças”, “São Paulo”) e uma homenagem à Hélcio Aguirra, onde executaram a música “Noite de Balada” do Golpe de Estado.
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Houve algumas participações especiais com Mauricio Bob na guitarra base tocando “África” e “Peter” e o “Herói do Brasil” Kid Vinil cantando Tic Tic Nervoso (do Magazine), além das covers “Brand New Cadillac” (The Clash) e “Jumpin’ Jack Flash” (Rolling Stones).
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“Grândola Vila Morena” encerrou mais uma apresentação memorável, onde o público além de curtir um show de qualidade, puderam ganhar CDs das duas bandas.
E como diz a música tema do novo CD: “O destino é um sonho que temos que compartilhar”; e a banda está no caminho certo: trilhando na velha estrada do Rock satisfazendo antigos e novos fãs com músicas que agitam corpo, alma e coração.
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